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Tratamento de canal

GUIA COMPLETO

para você saber tudo o que precisa sobre tratamento de canal

Olá! Seja bem-vindo!

 

Sou a Dra. Walmira, responsável pelo nosso portal de informações. Achei que valeria a pena escrever um pouco sobre o conhecido tratamento de canal. Espero que você encontre o que está procurando a esse respeito!

Pra facilitar sua leitura, você vai ver que minha linguagem é simples e fácil de entender, usando figuras e vídeos. Mas deixa comigo que vou te explicando ao longo do texto! Então vamos lá!

1. Por que meu dente dói?

A dor de dente clássica está relacionada com o nervo do dente, que nada mais é do que o tecido vivo que no interior do seu dente, tecnicamente chamado de polpa dentária.

 

Quando a espessura de dente separando a parte externa da parte interna do dente se encontra fragilizada por causa de cárie, fratura, desgaste, abrasão acida ou qualquer outro motivo, os estímulos recebidos pelo dente passam a ser mais intensos do que a polpa dentária está preparada para receber. 

 

Este excesso de estimulo é a causa da dor. Inicialmente esta dor acaba com o término do estímulo, normalmente sentida como uma pontada ao beber algo gelado ou comer doce. Dependendo da intensidade e repetição, o nervo do dente pode começar a se inflamar. Um dos sintomas disso é a maior duração da dor quando o dente é estimulado, podendo as vezes até mesmo aparecer sem nenhum estimulo, até se tornar constante.

 

Um dos mecanismos que torna essa dor constante está no processo inflamatório. O processo inflamatório é a resposta do nosso organismo a uma agressão, e uma das primeiras etapas está na dilatação dos vasos sanguíneos para a chegada de mais sangue ao local. Normalmente isto produz inchaço da região inflamada. Como o dente tem paredes rígidas e não pode se dilatar, o aumento de pressão interna acaba por causar dor e mais agressão ao tecido, que por consequência responde com mais inflamação, aumentando mais a pressão interna, em uma cascata que muitas vezes não conseguimos reverter apenas com medicação.

 

Outras vezes a dor de dente que sentimos não está relacionada com o nervo do dente, e sim com o tecido periodontal, ou seja, aquele adjacente ao dente, gengiva, osso e o ligamento periodontal, que prende o dente ao osso como se fosse um sistema de molas.

 

Nesses casos cabe uma avaliação criteriosa sobre a necessidade de um tratamento de canal, e os resultados a serem esperados. Quando esta dor está associada a uma necrose pulpar, ou seja, com a morte do tecido de dentro do dente, o tratamento endodôntico também está indicado. Isso ocorre porque com a morte deste tecido, o espaço começa a ser colonizado por bactérias, que se alimentam do tecido morto, liberando toxinas em nosso organismo.

 

Inicialmente este processo pode ser imperceptível para o paciente, mas pode ser detectado pelo dentista, visto que o dente necrosado não apresenta sensibilidade ao frio, ao contrário do dente vivo, e ao mesmo tempo, com a progressão desta infecção, o osso adjacente ao dente, se reabsorve e forma tecido granulomatoso em volta da infecção para impedir que esta se espalhe pelo organismo. Este tecido granulomatoso inflamatório, por ser menos denso do que o osso, aparece como uma mancha escura na radiografia.

 

Ainda existem as nevralgias, que são dores não relacionadas com o dente, e sim com o disparo da sensação dolorosa pelos nervos faciais sem estimulo, nesses casos o tratamento de canal é ineficaz na resolução do problema.

2. Mas o que é o canal do dente?

De forma simplificada, o dente é composto por três tipos de estruturas, o cemento, o esmalte e o complexo dentino pulpar. Tanto o cemento quanto o esmalte são as estruturas mais externas do dente, o cemento recobrindo a raiz do dente e servindo de fixação para as fibras do ligamento periodontal, que fixam o dente ao osso, e o esmalte recobrindo a parte do dente que aparece na boca, sendo o tecido mais duro do organismo. Internamente a essas estruturas temos complexo dentino pulpar. 

 

Durante a formação do dente inicialmente temos apenas uma camada de odontoblastos (células que fazem dente), que começa a liberar uma matriz de colágeno extracelular, que se mineraliza e forma a dentina. Estes odontoblastos seguem aderidos ao dente pelo lado de dentro e ao longo da vida, vão constantemente fazendo mais dente, aumentando a espessura das paredes do dente e reduzindo o espaço interno do dente. Este espaço interno, com essa camada de odontoblastos, vasos sanguíneos, inervação, tecido conjuntivo e afins é o espaço do canal do dente, normalmente preenchido por tecido pulpar, ou seja, a polpa do dente. Habitualmente o canal do dente possui um formato similar ao dente, embora as áreas onde o dente recebe mais estímulos apresentam maior formação de dentina (dentina reacional ou terciaria), levando a uma deformação deste espaço interno e dificultando a localização anatômica e o trabalho durante o tratamento de canal.

3. A anatomia dos dentes e o tratamento de canal

Cada dente da boca possui uma anatomia específica, os incisivos são feitos para cortar os alimentos, os caninos para dilacerar e os molares para esmagar. Essa variação de funções se reflete não apenas na anatomia da coroa do dente (parte do dente que aparece na boca), quanto nas raízes dos dentes (parte do dente que fica dentro do osso), e por consequência nos canais dos dentes, já que estes costumam ser uma cópia da anatomia externa do dente.

 

Enquanto dentes anteriores possuem raízes cônicas e retas, os caninos possuem raízes mais longas para suportar os esforços laterais, e os molares raízes achatadas e curvas, para distribuir melhor as forças. Isso torna também diferentes os procedimentos necessários para o tratamento de canal de cada dente, os instrumentos a serem usados, e o tempo necessário para sua confecção, podendo até mesmo influenciar no sucesso do tratamento de canal, já que raízes muito curvas, muito calcificadas (com canais muito estreitos) ou com muitas ramificações dificultam que seja obtido o resultado final desejado.

4. Quando devo fazer um tratamento de canal?

Dentre os motivos para realizar um tratamento de canal, temos como principais eliminar a dor de origem pulpar e controlar uma infecção de origem endodôntica. Entretanto outros motivos também podem levar a necessidade do tratamento, dentre eles podemos destacar a atuação preventiva, muitas vezes ao notar uma cavidade muito profunda, é preferível realizar o tratamento de canal do que uma restauração que causara dor devido a química da adesividade.

 

Outro motivo frequente é a indicação protética, onde um dente não possui estrutura suficiente para receber uma restauração, então se busca com o tratamento de canal conseguir espaço que possa receber um pino (retentor intra radicular) que distribua as forças recebidas pela restauração de forma mais equilibrada sobre a raiz do dente.

 

Converse sempre com seu dentista para entender os motivos e avaliar as opções disponíveis para seu tratamento.

5. Etapas do tratamento de canal

De forma didática podemos dividir o tratamento de canal em etapas, embora muitas vezes estas se sobreponham durante a realização do tratamento. As etapas seriam:

a - controle da dor, que compreende em uma anestesia suficiente para que o procedimento não provoque incômodos ao paciente;

b - cirurgia de acesso aos canais radiculares, onde o cirurgião dentista atinge o espaço interno do dente, e evidencia a localização dos canais;

c - esvaziamento e odontometria, onde o conteúdo dos canais é removido e fica determinado o comprimento do dente, de modo a que os instrumentos trabalhem dentro do canal sem causar danos a estruturas adjacentes;

d - desinfecção e modelagem, quando o canal é preparado para receber a obturação assegurando o estado de saúde das estruturas adjacentes;

e - e finalmente a obturação dos canais, onde estes são preenchidos com material bio-compatível, visando evitar futuras infiltrações e recontaminação do dente.

6. Insucesso do tratamento endodôntico

Assim como qualquer tratamento médico, o tratamento de canal não atinge seu êxito em 100% dos casos, mas quando corretamente indicado e realizado pode atingir índices de sucesso superiores a 95%. Normalmente uma anatomia que dificulte qualquer das etapas do tratamento de canal é um indicio de que o resultado final pode não sair conforme o desejado.

 

Em alguns casos a alta probabilidade de insucesso, detectada antes mesmo do início do tratamento, já contraindica que este seja realizado. Em outros casos, ao longo do tratamento são descobertas dificuldades que não estavam evidentes nas radiografias e exames clínicos prévios, e algumas vezes, o insucesso só é descoberto após o tratamento terminado.

 

É importante manter seu dentista informado de todas as sintomatologias por mais insignificantes que pareçam para que ele possa, baseado nelas, realizar o melhor tratamento possível caso a caso, e se necessário alterar o planejamento para aumentar as chances de sucesso do tratamento.

7. Tratamento de canal x implante dentário

Quando um dente possui uma indicação para tratamento de canal, a alternativa mais comum ao tratamento está na extração do dente e colocação de um implante dentário. O planejamento e as limitações de cada caso devem guiar o paciente e o dentista para definir a melhor alternativa.

 

Existem casos em que a colocação do implante está contraindicada, nesses casos mesmo com um risco maior, vale a pena tentar o tratamento de canal.

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